terça-feira, 23 de julho de 2013

A ideia inicial vingou

Pensei em conversar com vocês sobre um assunto que julgo muito importante para a vida de qualquer pessoa: a relação de amizade que conquistamos em nossas vidas. Mas depois parei e resolvi abordar outro aspecto que também acho pertinente para esta fase da adolescência, os apelidos e o bullying. Foi quando no domingo à noite, depois de ler inúmeras mensagens no Facebook, resolvi dar o braço a torcer e apostar na minha primeira ideia, falar sobre a relação de amigos e a importancia da amizade na vida das pessoas.

No sábado, dia 20 de julho, celebramos o Dia do Amigo. A data é mais conhecida no Brasil, Uruguai e Argentina. Aqui em nosso país parece que as pessoas resolveram incorporar a data e celebrar a amizade. Mas o que pergunto é até que ponto estas manifestações de carinho são realmente verdadeiras? Refiro-me às virtuais e às não virtuais também.

Quando somos jovens a tendência é termos uma relação de amizade com quase todas as pessoas que nos rodeiam. Com o passar dos anos essa tendência, se é que podemos chamar assim, vai se afunilando e ficamos mais seletivos para as amizades. Na vida adulta isso se torna bem mais seletivo justamente porque a vivência nos dá o conhecimento necessário para escolhermos os amigos que estarão ao nosso lado. Ter amigos, verdadeiros, é a melhor coisa que pode acontecer nas relações.

Porém, não podemos ter a ilusão de que todas as pessoas que passam por nós são boas, sinceras e de caráter irretocável. Em qualquer fase da vida vamos nos deparar com pessoas falsas, mentirosas e que não medem esforços para nos prejudicar.

Minha intenção é fazer com que vocês reflitam sobre estas questões e comecem a observar mais as pessoas ao seu redor. Tipo assim! Mineirinho,  o caladinho. Façam o exercício e vejam se vale a pena. Mas não esqueçam, aonde vocês enxergarem sinceridade, cumplicidade e troca está a amizade.

Até a próxima!

Luciane Dal-Soto – Jornalista

Inscrições para o Desafio Papo Cabeça 2013 foram prorrogadas até 07 de agosto

     A Comissão Organizadora prorrogou o prazo para a inscrição de equipes no Desafio Papo Cabeça 2013. A data final agora é 07 de agosto. Em sua 3ª edição o Desafio Papo Cabeça da Universidade de Cruz Alta 2013 vai distribuir mais de 240 prêmios, entre tablets, dockstations, projetores multimídias, sons portáteis, pen drives, mochilas, e uma biblioteca digital móvel.
    A competição está organizada em duas etapas: 1°) as equipes competirão a partir do blog do Desafio Papo Cabeça (desafiopapocabeca.blogspot.com), por meio de quiz e produção de vídeo; 2°) as oito equipes que melhor pontuarem na fase on-line seguem para  fase final, de gravação dos programas na Unicruz TV. As que não se classificarem seguem em uma Faixa Extra, que também dará prêmios, com jogos on-line e campanha de acesso aos vídeos produzidos.
     Para se inscrever as equipes precisam, primeiramente, de autorização da Escola a qual representarão. Cada uma pode ter até 30 integrantes, sendo que o número mínimo é de 21 (20 alunos e um professor), destes, obrigatoriamente 15 devem ser terceiranistas, os demais podem ser do 1° e 2° anos do Ensino Médio.
     Informações sobre todo o regulamento estão disponíveis no blog (desafiopapocabeca.blogspot.com) ou também podem ser obtidas pelo telefone (55) 3321 1552.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Queira o bem, o resto vem!

Eu acredito tanto na força do pensamento. Acho que quando a gente pensa e sente o bem ele acaba voltando. em dobro, triplo, infinito...

Sei que nem sempre dá para sorrir para as pancadas da vida. Tem coisa que é difícil de engolir, tem ferida que arde, tem cicatriz que incomoda, tem machucado que custa a sarar, tem incomodação que tira a gente do sério. Mas tudo tem jeito, entende? Sempre dá para encontrar aquela luzinha lá no fim do túnel.

É claro que muitas coisas não estão em nossas mãos e sei, sei mesmo, que isso é uma grande chatice. Mas a solução não é entrar em desespero, não é derramar um riacho de lágrimas, não é ficar impaciente, nem é dar corda para a insônia...

Tenho a péssima mania de querer que tudo se resolva num piscar de olhos e não é todo dia que é fácil. Certas coisas levam tempo, não são a jato, precisam de empenho, esforço, decisões. E a vida, meu amigo, é de quem batalha, não é de quem espera que uma graça aconteça todo santo dia.

 Desistir do que foge do seu alcance não é covardia. Se você procurar dar o máximo de si em cada situação e, mesmo assim, o negócio emperrar, se a chave não girar, se a mula não andar, se vaca ir para o brejo, simplesmente deixe ela ir. Deixe. Largue de mão, pois às vezes a vida precisa mesmo virar do avesso.

Não tente impedir que o mundo desabe. Deixe ele desabar, deixe os caquinhos se espatifarem no meio da sala, deixe o gelo derreter, o bolo desandar, a canoa virar. E aprenda que muitas vezes o importante é se deixar desconstruir para depois fazer as coisas de outro jeito, mais fortes e melhores.

 Abraço

 Camila Bitencourt

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Que tal dar uma chance para o desconhecido?

Hello, folks.

  Além de falar sobre esportes na coluna Planeta Bola, estreio hoje o Café com Reverb, espaço o qual pretendo compartilhar com vocês recomendações musicais e as tendências que estão surgindo no cenário underground nacional e internacional. Afinal, entre Michéis Telós e Justins Biebers, há quem prefira lapidar os minérios da internet para encontrar boas referências que não aparecem na mídia – ao menos no Brasil.


  Na verdade eu me sinto constrangido quando conheço alguém que pergunta despretensiosamente sobre o meu gosto musical. Não tem como responder “eu me amarro em post-rock, shoegaze ou bandas com uma pegada mais experimental, principalmente as oriundas de Glasgow e Reykjavík”, né? Ao mesmo tempo, cansei de dar dica furada para quem pede indicações de bandas. Não dá pra apresentar Smiths, My Bloody Valentine e Sigur Rós para quem é acostumado a ouvir sertanejo universitário. Mas como eu tenho como passatempo realizar verdadeiras jornadas entre blogs e sites especializados, apresento-vos dois grupos que me agradaram bastante e merecem mais holofotes. 

  Descobri The National há algum tempo e adotei pra mim. É o tipo de som que não enjoa: cada música tem o seu efeito particular e, para quem gosta de acompanhar a tradução, as letras também são bem trabalhadas. As minhas favoritas são as que falam sobre romances, principalmente pelo timbre barítono do vocalista Matt Berninger. Neste ano eles lançaram o ótimo disco Trouble Will Find Me, mas a música que deixo para audição a música Brainy, do álbum Boxer.




 

  No Brasil, meu destaque fica por conta de Mombojó. É difícil descrever, mas os recifenses tocam um indie/MPB bem singular. Assim como The National, não é provável que vocês escutem Mombojó nas rádios por conta do pouco apelo comercial. Para driblar este obstáculo, o grupo disponibilizou faixas para download gratuito no site oficial www.mombojo.com.br/discografia. O disco Amigo do Tempo é bem gostoso, ouça sem preconceitos. Aliás, o charme fica por conta do sotaque nordestino de Felipe S.


  

  Saludos! E na próxima tem mais músicas diferentes para vocês.

 

  Lucas Padilha – Jornalista

  @umtaldeLucas

terça-feira, 16 de julho de 2013

Do "Dó, Ré Mi, Fá, Sol, Lá, Si" ao "Sa, Re, Ga, Ma, Pa, Dha, Ni"

   O escritor Arthur Schopenhauer um dia disse que a música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende. Será? Realmente fica difícil simplificar dentro da linguagem humana a magia que um conjunto de sonoridades matematicamente organizadas carrega. O fato é a necessidade da música nas nossas vidas. Ter o prazer de tirá-la de algum tipo de instrumento então, seja ele qual for, é um dos sonhos que dividimos com a maioria dos seres humanos, alguns realizam outros apenas apreciam. Guitarra, violão, cavaquinho, pandeiro, gaita, cubana, um berimbau, bateria ou até mesmo o triângulo numa roda de forró. Mas, espera aí, eu pergunto: porque não um instrumento com mais de 3 mil anos de história, que vem do outro lado do planeta, diferente de tudo o que estamos acostumados a escutar por aqui e que nunca mudou sua simples e bela estrutura sonora e visual? Essa foi uma das perguntas que fiz quando me apaixonei pelo som desse eixo feito de bambu com seis furos. A simplicidade deste instrumento que contrasta com a complexidade do som produzido, é capaz de deixar qualquer pessoa que tenha a mente aberta, no mínimo pensativa. Que música é essa? Que tipo de melodia é? De onde vem? Como uma “taquara” pode produzir um som tão cativante? 


   Apresento-lhes o Bansuri!


   O bansuri é uma flauta da Índia feita do Bambu Assam, com normalmente seis furos para os dedos. O comprimento depende da tonalidade, variando desde pequenos tamanhos com sons mais agudos até grandes bansuris com sons graves e profundos. É um instrumento simples e antigo associado com a tradição indiana, ligado a mitologia do amor entre Krishna e Radha, apresentado muitas vezes como a flauta de Krishna. Também é muito representado em diversas pinturas com origens no Budismo desde a antiguidade.
   Compartilho com vocês, além do fascinante som desse instrumento, uma peça improvisada no modo hansadhwani, que é um dos modos(ragas para os indianos) que compõe a estrutura da música clássica indiana, tocada por um dos ícones do instrumento, o bansurista Pandit Hariprasad Chaurasia.


Vagner Geschwind Basso - Publicitário

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Renato Russo: "há tempos" tão jovem

O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.

Nem foi tempo perdido...
“Somos tão jovens,” uma produção simples com um conteúdo muito rico. Sim, porque mostrar os passos de um gênio que sai do anonimato para um sucesso que, certamente, “tem seu próprio tempo”, supera qualquer simplicidade. Renato Russo já é, por si só, uma superprodução, não apenas representado nas telas, mas na vida de milhares e milhares de pessoas. Suas letras falam alto, gritam os pensamentos e sentimentos mais profundos de diversas gerações. Sua conexão com o mundo vai muito além de sua época. Em minha opinião não existem composições mais atuais, com destaque especial para “Que país é esse?” e a eterna “Pais e Filhos”, sem contar com “Teatro dos Vampiros” e por aí vai.
O filme “Somos tão jovens” faz uma leitura dos passos de Renato até ficar famoso, trazendo suas experiências, anseios, inquietudes e traços marcantes da sua personalidade. Vale a pena conferir! No final temos uma sensação de gratidão pela determinação de um rapaz que não tinha nem ideia do poder de suas palavras e de como elas representavam todos nós, o nosso país e vários universos particulares.
A final “esse é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante, e a primeira vez é sempre a última chance, ninguém vê onde chegamos, os assassionos estão livres, nós não estamos.” Esse retrato é de qual época? Parece bem familiar, concordam?
Até breve!
Abraço
Mariana de Oliveira Wayhs – Publicitária
mawayhs@unicruz.edu.br

terça-feira, 9 de julho de 2013

Incidente em Antares: muito mais do que um Apocalipse Zumbi



Incidentes, geralmente, são inesperados e impactam nossas vidas.
Tomados de surpresa, reavaliamos nossas ações e conceitos, nem que seja por um instante. Agora, já imaginou se um morto ressuscitasse e contasse os segredos mais sujos de sua vida em praça pública? Seria o pior Apocalipse Zumbi que você poderia presenciar, não é verdade?
As chances de acontecer uma situação tão absurda são mínimas (não posso dizer nula, em respeito aos que esperam o fim do mundo), mas não é impossível para a Literatura. No livro Incidente em Antares, o escritor Erico Verissimo explora o Realismo Fantástico para narrar a história de sete mortos insepultos que levantam de seus caixões para atormentar a visão, o olfato e, principalmente, a consciência social de uma cidadezinha fictícia do interior gaúcho.
No último livro de Erico Verissimo (escrito em 1971), o escritor cruz-altense faz uma crítica não simplesmente à situação política da época (Ditadura Militar), mas à sociedade gaúcha e brasileira, refletindo sobre as condições que levaram ao Golpe Militar de 1968. No centro de tudo, Antares, pacata cidade de fronteira, com uma história sangrenta, marcada pela rivalidade entre duas facções: as famílias Vacariano e Campolargo. Em meio a esse conflito, o autor une contexto histórico e ficção, uma habilidade demonstrada em outras obras, como O Tempo e o Vento.
O “incidente” acontece no dia 13 de dezembro de 1963. A “ameaça comunista” une as duas famílias rivais contra o operariado da cidade. Em busca de melhores condições de trabalho, empregados das fábricas declaram Greve Geral. Os demais trabalhadores da cidade se unem à causa e a cidade para, incluindo os coveiros do cemitério, que impedem o sepultamento de sete pessoas. Sem poder descansar em paz, os mortos entram na cidade exigindo o sepultamento, caso contrário, apodreceriam em praça pública.
O espetáculo que se segue é o pior pesadelo possível: os defuntos juntam o povo para denunciar a sujeira, os jogos políticos, a corrupção e a hipocrisia da sociedade de Antares, um verdadeiro tratamento de choque para os moradores. Em tempos de movimentações sociais, Incidente em Antares continua como um livro atualizado, que dialoga com nossa época. Mas, depois de uma experiência sobrenatural tão intensa, o que aconteceu com Antares? A sociedade revisou seus conceitos? Os corruptos caíram do poder? As reivindicações dos operários foram atendidas? Afinal, o que Erico Verissimo tem a nos dizer sobre movimentos sociais?
Eu adoraria responder essas perguntas, mas estragaria a grande surpresa. Uma leitura leve, divertida e, ao mesmo tempo, perturbadora! Leiam!

Davi S. Pereira
Acadêmico de Jornalismo – Universidade de Cruz Alta
davipereira1993@gmail.com